As autoridades indonésias elevaram esta segunda-feira para 98 o número de mortos na sequência do forte sismo que atingiu a ilha de Lombok, no domingo, e admitiram que o balanço pode aumentar à medida que decorrem as operações de resgate.

O porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho, informou que a maioria das mortes foram causadas pelo desabamento de habitações, referindo ainda existirem centenas de feridos e danos em milhares de casas.

O sismo de magnitude 7, com o epicentro a dez mil metros de profundidade, ocorreu uma semana após um outro abalo, também na ilha turística de Lombok, que provocou 17 mortos e mais de 300 feridos.

Diversas fotos divulgadas nas redes sociais revelam escombros nas ruas de Lombok provocados pelo sismo que suscitou também cenas de pânico na ilha vizinha de Bali, no aeroporto internacional.

Houve tsunamis que entraram por terra com alturas de 10 a 13 centímetros. A altura máxima calculada é de meio metro”, já tinha assinalado em comunicado o porta-voz da agência.

 

 

 

 

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que regista a atividade sísmica em todo o mundo, localizou o terramoto a 2,4 quilómetros a leste de Loloan, uma localidade no norte de Lombok.

O sismo ocorreu às 19:46 locais (12:46 em Lisboa) de hoje e foi seguido por várias réplicas.

A ilha de Lombok, dominada pelo vulcão Rinjani, encontra-se a leste de Bali, o principal destino turístico da Indonésia.

A 29 de julho, 17 pessoas morreram e 355 ficaram feridas na sequência de um sismo de magnitude 6,4 e posteriores réplicas em Lombok, que danificou cerca de 1.500 edifícios.

A Indonésia está situada no designado “Anel de Fogo do Pacífico”, uma região de grande atividade sísmica e vulcânica que regista cerca de 7.000 terramotos por ano, na maioria moderados.

Em 2004, um sismo na costa norte da ilha indonésia de Sumatra originou um tsunami que provocou pelo menos 280.000 mortos em 12 países banhados pelo Índico, a maioria na Indonésia.