Dezassete pessoas morreram e cinco ficaram feridaS, na madrugada desta segunda-feira, na sequência do desabamento de parte da lixeira de Hulene, nos subúrbios da capital moçambicana, disse fonte do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) à Folha de Maputo.

A lixeira desabou devido à chuva intensa que caiu durante a madrugada numa zona onde o lixo acumulado tinha a altura equivalente a um edifício de três andares, constatou a Lusa no local.

"As montanhas de lixo desabaram sobre as casas e muitas famílias estavam ainda dentro dessas residências", disse Fátima Belchoir, delegada do INGC na cidade de Maputo.

Os dados preliminares dicam que sete casas foram destruídas e as autoridades admitem a possibilidade de serem encontrados mais corpos por baixo dos escombros.

"Estamos agora no terreno e a preocupação é garantir que as famílias que perderam as suas casas sejam assistidas", observou a delegada do INGC.

Além do INGC, as buscas envolvem o Serviço Nacional de Salvação Pública.

Dezenas de pessoas deambulavam pela zona acidentada da lixeira e junto aos escombros das casas durante a manhã, tentando ajudar nas operações de resgate e remoção do lixo.

Localizada a cerca de sete quilómetros da cidade de Maputo, a lixeira de Hulene é a maior da capital moçambicana e muitas famílias pobres deste bairro vivem dela.