Uma rapariga dinamarquesa, com apenas 15 anos, foi presa pelo homicídio da própria mãe, depois de se ter convertido ao islamismo, por influência do namorado. Lisa Borch esfaqueou a mãe vinte vezes minutos depois de ter visto vídeos de decapitações levadas a cabo pelo Estado Islâmico.

A adolescente estava obcecada com os filmes divulgados pelo grupo extremista desde que se tinha convertido ao islão, sob influência do namorado Bakhtiar Mohammed Abdulla, de 29 anos. No dia do crime, Lisa tinha passado o dia a ver vídeos das decapitações de David Haines e Alan Henning, levadas a cabo pelo Estado Islâmico, na Síria.

A adolescente dirigiu-se, então, ao quarto da mãe onde a esfaqueou mais de 20 vezes, enquanto esta dormia. Depois de ter morto a mãe, ligou para o serviço de emergência e informou a polícia sobre o crime.

“Ouvi a minha mãe a gritar e depois e olhei pela janela e vi um homem branco a fugir. Por favor, venham depressa. Há sangue por todo o lado”, disse Lisa ao telefone.


Quando as autoridades chegaram ao local, a adolescente parecia calma e estava a jogar e a ver alguns vídeos no iPhone. Os agentes perguntaram onde estava a mãe, ao que a jovem respondeu apontando simplesmente para o quarto, sem nunca largar o telemóvel.

A polícia analisou então o computador da rapariga e descobriu os vídeos. Mais tarde, a irmã gémea de Lisa contou às autoridades que a jovem lhe tinha mostrado uma faca e lhe tinha dito que ia matar a mãe, mas que não levou a sério o que esta dissera.

Durante o julgamento, Lisa afirmou que o culpado do crime era o namorado Bakhtiar Abdulla, um muçulmano radical que tinha conhecido num campo de refugiados, perto da sua casa. Apesar do homem não estar na casa quando a polícia chegou, as suas impressões digitais estavam também no local do crime.

A irmã e o padrasto de Lisa afirmaram que a jovem tinha discussões recorrentes com a mãe por causa da sua obsessão com o namorado e com o Estado islâmico.

Em tribunal não foi possível concluir qual dos dois tinha executado o crime e o juiz decidiu condenar ambos por homicídio em primeiro grau. A adolescente vai cumprir uma pena de nove anos e Bakhtiar foi condenado a 13 anos de prisão, depois dos quais será extraditado.