O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, líder do Likud, assinou, na noite passada, um acordo com o líder da extrema-direita israelita, Avigdor Lieberman, do Yisrael Beiteinu. Lieberman deverá tornar-se ministro dos Negócios Estrangeiros.

O acordo ainda não saiu do papel, no entanto já desencadeou uma onda de críticas. Lieberman é temido pelo seu modo de actuação, sendo considerado como um novo Le Pen ou um novo Jorg Haider israelita.

Se esta formação de Governo avançar como previsto, o político, cujo rosto é o da linha mais dura da direita israelita, vai tornar-se o número um da diplomacia do estado hebraico.

O partido deste judeu, vindo da Rússia, prepara-se para ficar com a pasta dos negócios estrangeiros, da segurança nacional e ainda mais dois ministérios.

No entanto, a hipótese de Tipzi Livni - líder do centrista Kadima - continuar no executivo, perde força a cada dia que passa. Os dois dirigentes reuniram-se, na semana passada, em reuniões secretas, das quais só se teve conhecimento dias depois.

Apesar de tudo, o prazo para a formação de alianças ainda não se esgotou e estas não estão definitivamente postas de parte.