Os três mentores do protesto que «ocupa» as ruas de Hong Kong há dois meses entregaram-se as autoridades esta quarta-feira, cumprindo o anúncio feito na terça-feira, em conferência de imprensa.

Benny Tai, Chan Kin-man e Chu Yiu-ming assumiram junto das autoridades a sua responsabilidade pelos protestos ilegais e que, por conseguinte, de um crime de perturbação da ordem pública. Terão sido identificados, mas não foram presos ou acusados de nenhum crime e uma hora depois saíram das instalações da polícia onde os manifestantes os aguardavam.

Os três líderes do protesto entregaram-se à polícia, mas não se renderam ao poder. Terá sido um ato simbólico, para mostrar que não têm nada a esconder. Tai explica que a sua «rendição não é um ato de cobardia», como cita a BBC.
Na terça-feira, durante a conferência de imprensa que reuniu os três fundadores do «protesto do chapéu» pediram aos estudantes que desmobilizassem das ruas e fossem para casa, porque a situação estava tornar-se perigosa.

No entanto, nem todos os manifestantes parecem ter acolhido o pedido dos três mentores. Os manifestantes que se concentraram à porta da esquadra da polícia, vaiaram os três homens e pediram a sua detenção.

Entretanto, três estudantes estão em greve de fome e enviaram uma carta aberta ao líder do governo para pedir a retoma do diálogo sobre a reforma política.

A carta aberta foi endereçada ao chefe do executivo, CY Leung, pelo líder do movimento Scholarism, Joshua Wong, e por outras duas estudantes que estão há mais de 40 horas em jejum, noticiou a Rádio e Televisão Pública de Hong Kong.

O movimento em defesa da democracia começou a desafiar as políticas chinesas em setembro e parece não terminar aqui.