O líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, e outros 13 membros do movimento islamita foram condenados à pena de morte por um tribunal do Egito. Na origem da sentença decretada está, segundo a Justiça egípcia, a organização e planeamento de ataques contra o Estado através da incitação à violência.

O tribunal também condenou um cidadão com dupla nacionalidade, norte-americana e egípcia, Mohamed Solton e outros 36 outros arguidos a prisão perpétua. Solton, filho do líder religioso da Irmandade, Salah Solton, foi acusado de ter apoiado o grupo e veiculado informações falsas.

Centenas de membros do movimento islamita já foram condenados à pena de morte ou a longas penas de prisão, em julgamentos muito criticados pelos governos ocidentais e por grupos de ativistas dos direitos humanos.  Uma vaga de julgamentos que começou depois de o Governo do presidente da Irmandade Muçulmana, Mohamed Mursi, ter sido derrubado pelo então chefe do Exército Abdel Fattah al-Sisi, a 3 de julho de 2013. 

Desde o golpe de Estado, as autoridades egípcias já prenderam centenas de apoiantes da Irmandade e aquele que é o mais antigo movimento islamita do Egito foi banido e considerado uma organização terrorista. 

Durante a campanha para as Presidenciais, que acabou por vencer em maio deste ano, Abdel Fattah al-Sisi declarou que a Irmandade iria acabar enquanto estivesse no poder. 

A Irmandade Muçulmana afirma que renunciou à violência há décadas atrás e defende que lhe roubaram o poder político que conquistou, com justiça, em eleições livres.