"Estamos preparados para prestar assistência a um Governo de unidade nacional na Líbia, se este nos pedir. Não estamos a falar de uma nova intervenção militar na Líbia, mas se se formar Governo de unidade nacional, estamos preparados para ajudar", afirmou Stoltenberg numa entrevista publicada hoje no diário italiano Repubblica.

A Líbia é vítima da guerra civil e caos, onde o poder está dividido entre dois governos, um em Trípoli e outro em Tobruk, que lutam pelo controlo do país apoiados por diferentes grupos islamistas, senhores da guerra, líderes tribais e contrabandistas de petróleo, armas, pessoas e drogas.

 

Fações da Líbia anunciam acordo

Entretanto, as fações beligerantes da Líbia, reunidas este domingo na Tunísia, anunciaram que tinham chegado a um acordo para acabar com o impasse político que assolou o país desde a queda de Muamar Kadhafi.

O acordo ainda terá de ser aprovado pelos respetivos parlamentos.

"Este é um momento histórico que os líbios esperavam, os árabes esperavam e o mundo esperava", disse Abdul-Sadiq Mohammed Awad, o responsável governamental da fação Congresso Geral Nacional, baseada em Tripoli, depois de negociações com os rivais reconhecida internacionalmente como a Câmara dos Deputados.