Por: Redacção / PO | 21- 2- 2011 14: 59
As manifestações contra o regime de Muammar Khadafi, na Líbia, atingiram violentamente a capital, Tripoli. Quatro helicópteros
sobrevoam a praça que tem sido palco dos principais protestos e a agência «Reuters» avança que uma «aeronave militar» está
a disparar contra os manifestantes.
Durante a manhã, o manifestantes terão tentado tomar a residência do líder líbio
esta manhã, tendo-se registado um forte tiroteio a partir do interior, que terá resultado na morte de pelo menos 80 pessoas,
segundo disse ao jornal «The Guardian» Salem Gnan porta-voz da Frente Nacional para a Salvação da Líbia.
A manifestação
não desarma e o povo grita «Khadafi, sai se és homem!»
O Ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague,
afirma que lhe chegou «informação que sugere que Khadafi está a caminho da Venezuela», avança a agência «Reuters». Mas, à
mesma agência, uma fonte governamental venezuelana nega que o líder líbio esteja a viajar para o país.
O ministro
líbio Khalid Kayem também nega que Khadafi tenha ido para a Venezuela.
Circula informação em vários meios da região
de que pelo menos dois soldados terão sido queimados vivos por se recusarem abrir fogo contra manifestantes.
A
capital tem estado a ferro e fogo e o ministro da Justiça, Mustafa Mohamed Abud Al Jeleil, pediu já a demissão devido ao «uso
excessivo de violência contra manifestantes», escreve jornal Quryna.
A sede do governo foi incendiada, relata
o correspondente da Reuters no local. Também existem relatos de que a sede da televisão estatal está a ser tomada por manifestantes
anti-regime, tendo sido também incendiada. O principal tribunal e um dos grandes bancos da zona central de Tripoli também
foram incendiados, bem como o edifício dos serviços secretos da capital. E dos nos arredores da cidade chegam notícias
de uma esquadra da polícia a arder, bem como vários carros incendiados nas redondezas, em Souk Al Jamma.
A situação
levou a que o Governo português enviasse um
avião C-130 irá aterrar em Tripoli ainda esta tarde para repatriar cidadãos nacionais.
O número de mortos
em consequência da repressão de manifestações contra o regime líbio de Muammar Kadhafi ascende a «pelo menos 233», segundo
os últimos dados divulgados pela Human Rights Watch (HRW). Mas estes números não incluem os confrontos desta segunda-feira.
Nos
bairros de Tripoli, os tiroteios foram intensos toda a noite, após o discurso de Seif Al-Islam, filho do dirigente líbio Muammar Khadafi, constatou um jornalista da
agência noticiosa AFP. Seif Al-Islam disse que o país está à beira de uma guerra civil. Há relatos de militares a desertar
do Exército e do uso de artilharia pesada e gás lacrimogéneo contra manifestantes.
Entretanto, a agência «Reuters»
avança que dois caças líbios aterraram em Malta.
Benghazi tomada
Em Benghazi, os manifestantes controlam
já o aeroporto e as ruas da segunda maior cidade do país e conseguiram entrar no principal quartel de segurança, onde terão
levado armas.
Os manifestantes tiraram a bandeira líbia do tribunal, substituindo-a pela da monarquia - o regime
anterior.
Um avião enviado pelo Governo da Turquia para repatriar turcos que querem
sair daquele país árabe não pode aterrar no aeroporto de Benghazi por, supostamente, estar em mãos rebeldes, anunciou a CNN-Turquia.
A cadeia explicou que os pilotos do avião da Turkish Airlines não conseguiram contactar com as autoridades da aviação
civil no aeroporto, pelo que se viram obrigados a regressar à Turquia.
Programação - Semana de 23 de Fevereiro a 29 de Fevereiro
Política MesmoA politica que se faz, os políticos que marcam a actualidade, com Paulo Magalhães.
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