A ministra dos Transportes da Libéria, Angela Cassell-Bush, anunciou esta quinta-feira ter-se colocado voluntariamente de quarentena por prevenção, na sequência do seu motorista ter morrida vítima do vírus do ébola.

Angela Cassell-Bush explicou que «não teve qualquer contacto com o motorista» que permitisse o contágio, mas preferiu ficar de quarentena por «precaução» durante os próximos 21 dias, o período de incubação da doença , como cita a agência France Presse.

Entretanto, a quarentena à diretora de saúde da Libéria já foi levantada e A Libéria é, juntamente com a Serra Leoa e a Guiné-Conacri, dos países mais afetados pelo vírus mortal. Bernice Dahn já voltou ao trabalho e disse sentir-se «bem» de saúde.

Números oficiais dão conta de 2458 mortes naquele país africano e mais de 4200 casos sinalizados.

A Libéria, juntamente com a Serra Leoa e a Guiné-Conacri apresentam o surto de vírus ébola mais grave de sempre, com quatro mil mortes declaradas, um número «por baixo», segundo a Organização Mundial de Saúde, que estima que o número de mortes é muito superior.

Num mundo globalizado, o medo de uma epidemia de ébola já extravasou as fronteiras de África.

O protocolo de emergência foi ativado no aeroporto de Barajas, em Espanha esta quinta-feira.

Campainhas de alarme tocam nos Estados Unidos após um homem sem fato de proteção ter acompanhado enfermeira com ébola.

Há casos de infetados que chegaram a países como Espanha, Alemanha e Estados Unidos e casos de profissionais de saúde infetados na Europa e nos Estados Unidos em consequência do contacto com estes doentes.
A atenção que é dada ao vírus mortal e para o qual não há vacina ainda, está a ser discutido ao mais alto nível: Barack Obama ou União Europeia.