O governo dos Estados Unidos processou a Carolina do Norte, esta segunda-feira, e o seu governador por causa de uma lei contra a comunidade lésbica, gay, bissexual e transexual (LGBT), que viola os direitos civis.

A lei em causa, aprovada pelo governador republicano da Carolina do Norte, Pat McCrory, obriga a comunidade LGBT a utilizar as casas de banho públicas segundo o sexo indicado no certificado de nascimento.

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, salientou que a lei aprovada na Carolina do Norte viola a lei de Direitos Civis de 1964, que proíbe qualquer tipo de discriminação e “dignidade e respeito” com todos os seres humanos.

Políticos e artistas unem vozes contra a lei

Vários artistas estão contra a “lei da casa de banho”. Bryan Adams disse, depois de cancelar um concerto na Carolina do Norte, que a nova lei é “incompreensível” e prefere usar a sua “voz em solidariedade” contra a discriminação. Bruce Springsteen também cancelou um espetáculo previsto para aquele Estado norte-americano. O músico explicou que há causas mais importantes do que um concerto de rock e que a luta contra o preconceito e a intolerância é uma delas.

A lei, que entra em vigor em julho, permite a certas instituições, com base nas suas convicções religiosas, negarem a prestação de serviços a gays e lésbicas. Designada de HB2, a nova lei irá impedir, por exemplo, que os transsexuais frequentem as casas de banho públicas do género com que se identificam.

Também o pré-candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, se aliou à comunidade LGBT contra uma nova lei da Carolina do Norte. "Deixem-na [a lei] como estava. Gerou poucas queixas tal como estava. Agora, a Carolina do Norte fez algo muito forte e está a pagar um grande preço”, disse Trump, num encontro com eleitores.