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Marrocos proíbe difusão do L`Express

Semanário francês garante ter feito uma capa específica para não ferir leitores muçulmanos

Por: Redacção / CR  |  3- 11- 2008  15: 6

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Internacional

O Ministério da Comunicação de Marrocos proibiu a difusão da última edição do semanário francês L`Express por alegadamente ofender a religião islâmica, uma possibilidade prevista no artigo 29 do Código do Imprensa para situações que atentem contra o Islão, a monarquia, a integridade territorial e a ordem pública.

O número do semanário dedicado ao «Choque Cristo-Maomé, inclui seis artigos versando temas como «Jesus, o mensageiro rebelde e Maomé profeta e guerreiro».

Esta é uma temática inserida no contexto da reunião inter-religiosa, que arranca a 4 de Novembro em Roma e reúne meia centena de líderes católicos e muçulmanos.

O director-adjunto do L`Express explicou, segundo El País, que «para não ferir a sensibilidade religiosa dos leitores marroquinos, tinha havido o cuidado de desenhar uma capa específica para a edição internacional, em que a cara de Maomé se encontrava tapada, respeitando a tradição islâmica», assegura.

Makarian acrescenta: «Apesar de todo o cuidado para com o público marroquino e a religião muçulmana, fomos embargados. Não compreendo». O jornalista é autor de um livro com o mesmo título da última edição do L`Express.

O Ministério da Comunicação de Marrocos não especifica se a proibição está relacionada com a capa do semanário ou com o conteúdo de algum artigo.

Recorde-se que, em 2007, um tribunal de Marrocos condenou a dois anos de prisão dois jornalistas do extinto semanário Nichan por publicarem as piadas mais populares em Marrocos sobre a religião, o rei Mohamed VI e sexo.

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