O Ikea foi acusado de cobardia depois de ter retirado um artigo sobre um casal lésbico britânico da edição russa da sua revista mensal. A revista de dezembro contém uma grande reportagem sobre as vidas de Clara e Kirsty, que vive em Dorset, e o interior da sua casa, decorado com móveis da empresa.

«Somos mães que educamos o nosso filho no apartamento de Clara. Não somos a típica família na típica casa, mas se a minha avó conseguiu educar dois filhos numa caravana minúscula, nós podemos arranjar-nos no nosso pequeno apartamento», afirmou Kirsty.

No entanto, os clientes russos não saberão a história deste casal porque a empresa não publicou a reportagem na edição com medo de quebrar a lei da «propaganda homossexual».

Em declarações ao jornal sueco «Aftonbladet», um porta-voz do Ikea afirmou que o artigo foi substituído por medo de infringir a lei.

«Essa é a razão pela qual a edição russa inclui outro artigo [...] Guiamo-nos por dois princípios na informação que difundimos desde o Ikea. O primeiro é o desenho de interiores. O segundo é cumprir a lei», afirmou.

A empresa explica ainda que tomou a decisão de não publicar a reportagem depois de consultar os seus advogados russos.