Leonardo Di Caprio assumiu na terça-feira o papel de embaixador da ONU para as questões climáticas.

«Leonardo Di Caprio é uma voz credível no movimento de defesa do ambiente tem um uma boa plataforma de divulgação», disse Ban Ki-moon e o secretário-geral da ONU acrescentou que «estava muito contente com a escolha» e convidou-o para discursar na Assembleia-geral das Nações Unidas dedicada ao tema no dia 23, como noticia o site da ONU.

Na escolha pesou o facto de Leonardo Di Caprio ter criado em 1998 uma fundação contra as alterações climáticas.

O ator disse, por seu turno, que era «uma honra» ser escolhido para o leque de embaixadores da ONU. Di Caprio junta-se assim a nomes como Angelina Jolie, embaixadora das Nações Unidas para os refugiados. Dois temas que, afinal, têm mais em comum do que se pensa, como o estudo que desastres naturais geraram três vezes mais deslocados que conflitos armados.

Os desastres naturais que ocorreram no ano passado deslocaram três vezes mais pessoas que conflitos armados, evidenciando uma necessidade urgente de ajudar as pessoas mais vulneráveis a lutar contra as alterações climáticas, de acordo com um estudo publicado esta quarta-feira.

O Conselho Norueguês para Refugiados publicou os dados antes da cimeira das Nações Unidas, na esperança de contribuir para um acordo global sobre alterações climáticas.

O estudo indica que 22 milhões de pessoas foram deslocadas em 2013 devido a desastres naturais, quase três vezes mais que o número de pessoas que teve de sair das suas casas devido a situações de violência.

O problema tem vindo a agravar-se, com o dobro dos deslocados globalmente que em 1970, apesar de o melhoramento dos serviços meteorológicos e operações de salvamento ter contribuído para a redução do número de mortos.

«É um sinal de despertar, acredito, para os líderes mundiais que se vão reunir aqui. Por pior que a situação seja hoje, vai tornar-se dramaticamente pior se não se investir mais no combate», disse Jan Egeland, secretário-geral do Conselho Norueguês para Refugiados.

«Temos de tornar as pessoas nas Filipinas ou no Chade ou no Haiti tão combativas como nós na Noruega ou nalgumas partes dos Estados Unidos», disse à AFP.

Egeland é o antigo coordenador do programa de apoio a situações de emergência das Nações Unidas, tendo assumido um papel de relevo na angariação de apoio após o tsunami no Oceano Índico, em 2004.

Nessa altura, lembra, mais de 13 mil milhões de dólares foram doados, não apenas para reconstrução, mas para ajudar na prevenção de futuros desastres.