O Supremo Tribunal Federal decidiu, esta quinta-feira, afastar Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados do Brasil. 

Eduardo Cunha perde, assim, o mandato de deputado federal, em consequência do seu envolvimento no caso "Lava Jato", de acordo com o Folha de São Paulo. 

A decisão liminar foi concedida após uma ação interposta pela Procuradoria-Geral da República, em dezembro do ano passado, pedindo o afastamento de Eduardo Cunha do mandato e, consequentemente, da presidência da Câmara.

Eduardo Cunha é arguido pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, acusado de integrar o esquema de corrupção na Petrobras investigado no âmbito da operação Lava Jato. O presidente da Câmara dos Deputados é acusado de ter recebido, pelo menos, cinco milhões de dólares.

Apesar da suspensão do mandato, Eduardo Cunha mantém os direitos de parlamentar, como o direito a foro privilegiado. A decisão final sobre a perda de mandato cabe ao Congresso Nacional, refere o Globo.

Eduardo Cunha pode dizer adeus à vice-presidência do Brasil

Com a perda de mandato definitiva, Eduardo Cunha perde a possibilidade de se tornar o número dois do Brasil. Se a presidente Dilma Rousseff for afastada do Executivo no processo de impeachment e o vice-presidente Michel Temer assumir a presidência, Eduardo Cunha seria o primeiro na linha de sucessão.