Assinei a sua sentença de morte!"

As palavras da juíza Rosemarie Aquilina, no tribunal de Lansing, no estado norte-americano de Michingan, foram ditas cara a cara ao médico Larry Nassar, condenado por abusos sexuais sobre meninas ginastas norte-americanas, algumas das quias, campeãs olímpicas.

Tanto quanto foi a minha honra e privilégio ter ouvido as sobreviventes, também é a minha honra e privilégio condená-lo. Porque, senhor, você não merece sair em liberdade, para fora de uma prisão, nunca mais na vida", afirmou  a juíza, citada pela sagências noticiosas internacionais.

Larry Nassar, durante anos, médico da federação norte-americana de ginástica e da seleção olímpica, foi assim condenado a uma pena que pode ir dos 40 aos 175 anos de prisão.

Nassar, de 54 anos, foi condenado, em dezembro passado, a 60 anos de prisão por posse de pornografia infantil.

Agora, face às queixas de mais de 150 gonastas, declarou-se culpado das agressões sexuais de que era acusado.

Durante a sessão em que foi proferida a sentença, Nassar confessou ter ficado “abalado” com os relatos das vítimas, e disse que “não há palavras” para descrever o quão arrependido está pelos crimes cometidos.

Vou levar as vossas palavras comigo para o resto dos meus dias”, acrescentou.

Nos últimos sete dias, um total de 156 ginastas foram ouvidas em tribunal, acusando o médico.

Vários nomes de topo dos Estados Unidos, entre as quais a quádrupla campeã olímpica de ginástica Simone Biles, vieram a público denunciar terem sido vítimas de abusos sexuais por parte de Larry Nassar.

O caso do Ministério Público assentou nos crimes cometidos contra Jordyn Wieber, medalha de ouro olímpica em Londres2012, as colegas na equipa Aly Raisman, Gabby Douglas e McKayla Maroney, e três outras atletas, mas várias outras atletas, muitas delas menores de idade à altura dos crimes, revelaram ter sofrido abusos.