Pelo menos 24 cães farejadores de uma empresa norte-americana de segurança a operar no Kuwait para a petrolífera nacional foram mortos, alegadamente por vingança dos trabalhadores da Eastern Securities que não recebiam salário há dois meses.

 

There was an extremely sad and horrifying animal abuse/massacre incident at a security company based in Kuwait on June 17, 2016 in Kuwait. Due to their contract being revoked, they slaughtered 24 of their US K9 dogs whom were trained by USK9 dog training facility which is located in Louisiana, USA. This security company is an American company which worked with Kuwait National Petroleum Company (KNPC). KNPC paid 3000KD (equivalent of $9900)/month to the security company for each dog. Early this morning, a brave lawer, Esmail Al Misri, representing the workers from Nepal at the security company and an avid animal lover, advocate, and rescuer, Mimi Maamoun, went to file a complain at Mina Abdullha police station against the security company. The environment police and municipality registered the case. There are another 91 dogs remaining at the security company. While they abused the dogs by having them on duty for 24 hours without rest, their foreign workers would not dare to speak up and raise any issues with the company as they were also being mistreated and abused. At this point, we as animal lovers in kuwait, USA, and other countries, we need to advocate all the animals by spreading the news and be the voice for these poor animals. We must help save the remaining animals! PLEASE NO DONATION IS NEEDED from/to any individuals or organizations. I will keep you posted as soon as I obtain further information.

Uma foto publicada por KARU (@karuq8) a

A denúncia foi feita por um ativista dos direitos dos animais, o kuwaitiano Esmail Al Misri, que, inclusive, apresentou queixa na polícia, alertando para a existência de mais 90 cães que podem ter o mesmo destino.

As fotos partilhadas nas redes sociais causaram consternação, mas enquanto a petrolífera nacional, a KNPC - Kuwait National Petroleum Company, garante não ter nada a ver com a morte dos animais, a Eastern Securities of Kuwait admitiu, sob anonimato, que o único erro cometido assenta no facto de um dos trabalhadores do canil ter decidido abater os cães todos de uma vez quando o procedimento acordado passava por eutanasiar pequenos grupos.

As mortes terão ocorrido no passado dia 17, em Shuaiba, e mostram dezenas de cães inertes no chão. Noutras fotos, vê-se um homem com os pés em cima de um dos animais abatidos.

De acordo com o Arab Times, que cita Esmail Al Misri, as fotos “mostram que os animais estavam bem alimentados”, pelo que não aparentam estar doentes

Fonte da empresa de segurança, que falou sob anonimato ao mesmo jornal, garantiu, porém, que não se tratou de uma matança, apesar de os animais terem sido abatidos de uma vez. Segundo a fonte, os 24 cães mortos eram velhos e padeciam de várias doenças, como tumores, cataratas, diarreia crónica, displasia da anca e, alguns, agressividade. Os cães, alega ainda a fonte da empresa, tinham sido acompanhados por veterinários e diagnosticados há já dois anos, período durante o qual a Eastern Securities terá tentado, sem sucesso, que os animais fossem adotados.

A empresa diz que o único erro cometido no processo de eutanasiar os animais foi o facto de um funcionário do canil da empresa ter tomado o assunto em mãos. Já foi aberto um inquérito disciplinar.

Já a petrolífera nacional, segundo comunicado enviado à agência de notícias estatal, garantiu não ter qualquer envolvimento nas mortes, mas disse que os cães falharam recentemente um teste para farejar explosivos.

De acordo com a KARU - Kuwait Animal Rescue Unit, que divulgou as imagens na rede social Instagram, os animais foram treinados no Louisiana, Estados Unidos, e que a petrolífera pagava cerca de 9.000 euros por cada cão. Esta associação de resgate de animais acusa, ainda, a empresa de segurança de manter os cães em serviço durante as 24 horas do dia, sem direito a descanso.