
A Irmandade Muçulmana da Síria acusou, nesta sexta-feira, o enviado internacional Kofi Annan, bem como o Irão e a Rússia, dois aliados do regime de Bashar al-Assad, de serem responsáveis pelo massacre ocorrido na quinta-feira no centro do país.
«Não consideramos o monstro Assad como o único responsável do crime terrível (...), mas [também] Kofi Annan, os russos e os iranianos e todos os países que pretendem ser responsáveis pela proteção da paz e da estabilidade no mundo e que permanecem em silêncio», afirmou a Irmandade Muçulmana em comunicado.
Também a oposição síria apela ao Conselho de Segurança da ONU para adotar uma resolução vinculativa contra o regime de Bashar al-Assad. «Para parar com esta loucura sangrenta que ameaça a Síria, a paz e a segurança na região e no mundo, é necessária uma resolução urgente e forte do Conselho de Segurança», defendeu o Conselho Nacional Sírio (CNS), principal coligação da oposição, também neste dia.
Os Estados Unidos alertaram, entretanto, a Síria para a responsabilidade de proteger as suas armas químicas, depois da publicação de um artigo que sugere a retirada de algum material do local onde está armazenado.
Na sua edição de quinta-feira, o jornal Wall Street Journal evocava a possibilidade, citando relatórios dos serviços de informações, de armas químicas da Síria estarem a ser deslocadas.
«Já indicámos por várias vezes que o Governo sírio tem a responsabilidade de proteger as suas armas químicas», declarou a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Victoria Nuland.