Soldados das forças especiais dos EUA chegaram a Kobane, na Síria, para treinar e assistir os combatentes curdos na sua luta contra o grupo que se designa Estado Islâmico (EI), confirmaram hoje várias fontes sírias.

Este é a primeira deslocação oficial do género neste país em guerra.

Uma fonte das Unidades de Proteção do Povo Curdo, principal milícia curda síria, um ativista em Kobane, Mustapha Abdi, e o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), anunciaram a chegada de algumas dezenas de militares que, segundo Washington, vão ter um papel não-combatente de aconselhamento.

Esta quinta-feira, surgiu também a informação que pelo menos 12 pessoas, incluindo cinco menores, foram mortos por bombardeamentos de aviões de guerra de nacionalidade desconhecida contra a cidade de Raqqa, o principal bastião do grupo extremista Estado Islâmico (EI) na Síria.

O Observatório sírio dos direitos humanos (OSDH) referiu-se a 11 ataques aéreos numa zona perto da escola Al Hatin desta cidade, situada no nordeste do país árabe. A ONG admitiu que o número de mortos pode aumentar devido à existência de diversos feridos graves.

Nas últimas semanas, aviões russos, da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, e mais recentemente da França, têm bombardeado bases dos ‘jihadistas’ em Raqqa, onde se intensificaram os ataques aéreos na sequência dos atentados de 13 de novembro em Paris, reivindicados pelo EI.