A Coreia do Norte revelou que a irmã mais nova do líder Kim Jong Un é uma das funcionárias oficiais do Partido dos Trabalhadores, uma vez que foi nomeada oficial sénior, o que fortalece a visão dos analistas de que ela tem cada vez mais importância na dinastia familiar que governa o país.
 
Os meios de comunicação referem-sem esta quinta-feira, a Kim Jong Yong como vice-diretora de departamento do Comité Central do partido. Segundo a Associated Press, alguns analistas dizem que a menção poderá indicar um crescente papel de Kim no apoio do regime autoritário do irmão.
 
O falecido pai dos irmãos, o ex-líder Kim Jong II, também confiou na irmã durante o seu governo de 17 anos.
 
A Agência Coreana de Notícias Central já se tinha referido, em março, a Kim Jong Yong como oficial sénior do Comité Central, mas esta é a primeira vez que os meios de comunicação especificaram o seu papel.
 
Yang Moo-jin, um especialista sobre a Coreia do Norte, da Universidade de Estudos Norte Coreanos, em Seul, disse que o vice-diretor de departamento é aproximadamente o equivalente a um vice-ministro.

 
«O anúncio do papel de Kim Jong Yong mostra que o governo está confiante o suficiente para apresentá-la como uma parte importante da sua liderança», disse Yang.

 
Cheong Seong-chang, analista do Instituto Sejong da Coreia do Sul, disse que Kim Jong Yong é suscetível de ter uma maior influência do que outros vice-diretores de departamento, por ser um membro da família de Kim. Ao conferir um papel importante do partido à irmã, Kim Jong Un reforça ainda mais o controlo do poder da Coreia do Norte, disse Cheong.
 
Desde que assumiu a liderança da Coreia do Norte, após a morte do pai em 2011, Kim Jong Un removeu os principais membros do antigo governo. O processo foi marcado pela execução do tio, Jang Song Thaek, em 2013, marido da irmã de Kim Jong II. Jang, que foi considerado o segundo homem mais poderoso da Coreia do Norte, foi acusado de traição.