Fotografias divulgadas pela agência estatal da Coreia do Norte (KCNA) revelam que o país está a desenvolver dois novos mísseis balísticos. Diagramas destes mísseis estão expostos nas paredes do Instituto do Material Químico da Academia das Ciências da Defesa, visitado pelo líder Kim Jong-un.

Diagrama de um novo míssil Hwasong (esquerda) e diagrama de um novo míssil Pukguksong (direita)

Um dos diagramas mostram um míssil “Pukguksong-3”, terceira geração de um míssil de médio-alcance, que a Coreia do Norte diz ser capaz de carregar ogivas nucleares. Estima-se que o seu antecessor (Pukguksong-2) tenha um alcance de perto de 2.000 quilómetros.

O outro diagrama mostra um novo míssil Hwasong, semelhante àquele que foi testado em julho e que terá, alegadamente, capacidade de atingir os Estados Unidos.

Os novos mísseis deverão usar combustível sólido, o que diminui o tempo de preparação antes de um lançamento, em comparação com os mísseis de combustível líquido (que podem demorar uma hora a ser abastecidos).

De acordo com a agência KCNA, o líder norte-coreano ordenou a produção de mais motores de combustível sólido e de ogivas para mísseis intercontinentais.

Especialistas consultados pela Associated Press e pela CNN garantiram que os mísseis vistos nas fotos são novos e que revelam um avanço tecnológico no armamento norte-coreano, mas ainda duvidam que o país possua a tecnologia necessária para fazer um míssil reentrar na atmosfera.

Este é um elemento chave num míssil intercontinental, que sai e volta a entrar na atmosfera. O míssil tem de ser resistente o suficiente para aguentar o calor e a pressão do momento de reentrada.