O regime norte-coreano defendeu o lançamento de mísseis realizados a partir da sua costa sudeste como um exercício dos seus «direitos soberanos e autónomos» e acusou os Estados Unidos de ser o principal «instigador» da tensão na região.

Num editorial publicado este domingo no diário do Partido dos Trabalhadores, o regime de Kim Jong-un afirmou que os lançamentos «foram um acontecimento comum que teve lugar nas águas territoriais da Coreia do Norte e um exercício dos direitos soberanos e autónomos da nação».

Após meses de relativa calma na península coreana, Pyongyang realizou, desde 26 de junho, testes com vários mísseis de curto alcance para o Mar do Leste (Mar do Japão).

Regime coreano duplicou elite dedicada à guerra cibernética

Informação divulgada pela Yonhap, este domingo, dá conta, também, que o regime de Kim Jong-un duplicou o seu pessoal de elite dedicado à guerra cibernética nos últimos dois anos e estabeleceu bases no exterior para ataques informáticos.

A unidade de guerra cibernética da Coreia do Norte dispõe agora de 5.900 pessoas, comparativamente às cerca de 3.000 estimadas há dois anos, refere a agência sul-coreana.

«O regime comunista opera uma unidade de de elite (...) que congrega 1.200 piratas profissionais», disse uma fonte militar.