A Coreia do Norte voltou esta segunda-feira a ameaçar que os Estados Unidos vão “pagar caro” o fato de estarem a liderar os esforços para endurecer as sanções contra o regime de Pyongyang. Sanções que devem ser votadas hoje na reunião de do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

No caso de os Estados Unidos avançarem com medidas ilegais, que se materializem numa resolução [do Conselho de Segurança da ONU]  ilegal e sanções mais severas, a DPRK [em português Partido Democrático da República da Coreia] vai certificar-se que EUA pagam o devido preço ", referia um comunicado do porta-voz do governo da Coreia do Norte, divulgado pela agência oficial de notícias KCNA.  

"O mundo testemunhará como o DPRK vai domesticar os gangsters norte-americanos, com uma série de medidas com eles nem sonham", acrescentava o comunicado.

A DPRK desenvolveu e aperfeiçoou uma super-poderosa arma termo-nuclear como meio de dissuadir o aumento constante movimentos hostis e ameaça nucleares dos EUA e desarmar a perigo de guerra nuclear que se aproxima da península coreana e da região."

A pedido de Washington, o Conselho de Segurança da ONU vai votar, esta segunda-feira, novas sanções contra o regime de Kim Jong-un, acusado de ameaçar a paz com os seus programas de armamento nuclear e convencional.

O teste com uma bomba de hidrogénio, há oito dias, foi o mais potente alguma vez realizado pelo regime norte-coreano e suscitou a condenação da comunidade internacional, aumentando a tensão na região.

Em julho, aquele país asiático já tinha realizado outros disparos.

Estas atividades nucleares e balísticas violam as resoluções das Nações Unidas, que já infligiram várias sanções a Pyongyang.

 

Merkel favorável a negociação direta com Pyongyang

Entretanto, a chanceler alemã, Angela Merkel, mostrou-se favorável a uma negociação direta com a Coreia do Norte sobre o programa nuclear daquele país, à semelhança do que aconteceu com o Irão.

Se se deseja a nossa participação nessas negociações, direi imediato que sim", afirmou domingo a chefe do governo alemão, em entrevista ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung.

Merkel remeteu depois para os resultados alcançados durante a negociação sobre o programa nuclear iraniano, na qual participou a Alemanha, juntamente com a União Europeia e os cinco membros com direito a veto no Conselho de Segurança da ONU.

Foi um caminho "longo", mas "importante", acrescentou, mas que levou a um "bom resultado" e cujo formato poderia contribuir positivamente para conflito com o programa nuclear norte-coreano, considerou.