Se a liderança e o carisma de Kim Jong-un na Coreia do Norte são difíceis de avaliar por entre a cortina de ferro de falta de informação imparcial sobre o regime e o país, a juventude e o folclore em volta do proclamado líder do país deixam adivinhar muitas lutas de poder nos bastidores. E parece haver duas mulheres como protagonistas principais. Não a esposa de Kim Jong-un, mas a tia e a irmã.

A mulher mais proeminente da Coreia do Norte durante anos foi mesmo a tia de Kim jong-un, nota o jornal El País numa análise ao papel das figuras femininas do regime. Mas Kim Kyung-hui, filha do histórico «Querido líder» Kim Il-sung e irmã do seu sucessor, Kim Jong-il, caíu em desgaraça no final do ano passado, quando o seu marido, Jang Song-thaek, foi executado. Figura importante no regime de Kim Jong-Il, foi acusado de traição.

Não é claro o que aconteceu à tia do atual líder, que chegou a desempenhar altos cargos no partido. Houve notícias de que sofria de uma doença grave e até de que foi executada. O certo é, diz o El País, que não foi vista em público desde setembro de 2013, e que as suas fotografias foram excluídas da propaganda oficial.

No meio da luta de poder de que Kim Jong-un é personagem central, com episódios caricaturados no ocidente como o corte de cabelo que tenta replicar o do avô, surge agora também a sua irmã mais nova, Kim Yo-jong. Tem 28 anos, acredita-se que, tal como o irmão, estudo incógnita na Europa e terá sido treinada pela tia, ainda durante o regime de Kim Jong-il, para ter um papel político relevante. Nesta altura será responsável pelo departamento de Propaganda e Agitação do Partido e pela agenda do irmão.