O meio-irmão de Kim Jong-un terá sido assassinado, na segunda-feira, por duas agentes norte-coreanas em pleno aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia, segundo fonte governamental sul-coreana citada pela agência de notícias daquele país, Yonhap.

A morte de Kim Jong-nam, o filho mais velho de Kim Jong-il, na casa dos 40 anos, e que nasceu de uma relação extraconjugal do antigo líder norte-coreano com a atriz sul-coreana Sung Hae-rim, não foi confirmada por Pyongyang, mas foi confirmada pela polícia da Malásia, depois da situação que ocorreu no aeroporto.

Kim Jong-nam, que passava muito tempo fora da Coreia do Norte e que publicamente já tinha contestado o regime ditatorial do meio-irmão, terá sido atacado por duas mulheres, alegadamente ao serviço de Pyongyang, com "agulhas envenenadas" e que terão abandonado o local de táxi. De acordo com esta informação, difundida pela estação sul-coreana TV Chosun, as duas suspeitas não foram identificadas nem detidas até ao momento, o que também não foi confirmado pela polícia.

Segundo um porta-voz da polícia malaia, citado pela Reuters, a causa de morte de Kim Jong-nam não foi ainda determinada e a vítima vai ser autopsiada. Segundo contou Fadzil Ahmat, o meio-irmão de Kim Jong-un, que viajaria para Macau, "sentiu-se tonto" e "pediu ajuda num dos balcões do aeroporto". Terá também dado a indicação de que o teriam "agarrado por trás pelo pescoço". Foi assistido num gabinete médico do aeroporto internacional de Kuala Lumpur, acabando por morrer na ambulância a caminho do hospital.

A confirmar-se esta morte, não é a primeira vez que um familiar de Kim Jong-un é assassinado. Em dezembro de 2013, o tio do líder norte-coreano e figura de proa do regime, Jang Song-thae, foi executado, apesar de ser o segundo homem mais poderoso do país.

Kim Jong-nam seria muito próximo do tio.

Acrescente-se que os governos da Malásia e da Coreia do Norte têm relações estreitas entre si, não havendo, por exemplo, necessidade de vistos para circular entre os dois países.