O presidente da Ucrânia, Viktor Ianukovich, foi acusado de homicídio em massa, depois de vários manifestantes - perto de cem - terem sido mortos com armas de fogo pelas forças policiais. O mandado de captura já foi emitido.

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O departamento de justiça vai proceder a uma investigação para descobrir os oficiais que ordenaram aos polícias a atirarem sobre as milhares de pessoas que estavam a manifestar-se na Praça de Independência, na semana passada. Esta informação foi divulgada pelo próprio ministro do Interior, Arsen Avakov, na sua página do Facebook.

O paradeiro do ex-presidente da Ucrânia permanece desconhecido. Ianukovich fugiu no sábado após ter sido derrubado no poder. Sabe-se apenas que pernoitou numa residência privada em Balaclava (região onde a língua oficial é o russo).

A chefe do departamento policial da União Europeia, Catherine Ashton, desloca-se, esta segunda-feira, à Ucrânia para discutir medidas de refoo económico. O Ministério das Finanças ucraniano estima que serão necessários 25,5 mil milhões de euros de ajuda externa para os próximos dois anos, sendo que a primeira prestação terá de entrar nas próximas duas semanas.

No domingo o parlamento elegeu Oleksander Turchinov como presidente interino da Ucrânia, que incumbiu o parlamento de criar um governo de coligação até terça-feira.

Na Praça de Independência, no centro de Kiev, o ambiente aparenta estar mais calmo, no entanto, os manifestantes garantem que vão permanecer ali acampados até às eleições presidenciais marcadas para 25 de maio.

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