Os Estados Unidos fizeram saber que estão prontos para ajudar monetariamente a Ucrânia, complementando a ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI), escreve a agência Reuters. A informação foi avançada pelo porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.

«Os Estados Unidos, a trabalhar em conjunto com os seus parceiros internacionais, assumem estar prontos para dar apoio à Ucrânia, enquanto esta leva a cabo as reformas necessárias para encontrar a estabilidade económica», afirmou Jay Carney aos jornalistas.

«Este apoio poderá complementar um programa de ajuda monetária por parte do FMI, visará auxiliar o país nas suas reformas, dando a possibilidade da Ucrânia investir na saúde e na educação, desenvolvendo o seu capital humano e reforçando a sua rede de apoio social», acrescentou o representante da Casa Branca.

Esta segunda-feira, a Rússia fez saber, através de várias vozes, que discorda da atual situação política da Ucrânia. Por exemplo, o primeiro-ministro russo disse que a legitimação de Oleksander Turchinov, como presidente interino da Ucrânia, inclusive por parte das instâncias internacionais, é uma «aberração» e que receia pela segurança dos cidadãos da Rússia naquele país.

«Não compreendemos o que se passa na Ucrânia. Há uma ameaça real aos nossos interesses e às vidas dos nossos cidadãos», afirmou Dmitry Medvedev, citado pelas agências russas, nesta segunda-feira.

Entretanto, o Kremlin, fez saber que o presidente russo, Vladimir Putin, falou ao telefone com o seu homólogo francês, Francois Hollande e que este se «mostrou preocupado» com o que se está a viver na Ucrânia, escreve a Reuters. A mesma fonte acrescentou que a iniciativa de estabelecer contacto partiu da França.

No entanto, fonte oficial do gabinete de Hollande garantiu à Reuters que o telefone apenas visou persuadir Putin a apoiar uma transição política pacífica na Ucrânia.

Presidente ucraniano acusado de homicídio em massa

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros, defendeu que «métodos ditatoriais e por vezes terroristas» estão a ser usados para pressionar os dissidentes em algumas regiões da Ucrânia.

Mas a Rússia também já garantiu, através do ministro da Economia, que vai aumentar os impostos alfandegários cobrados às importações da Ucrânia se o novo Governo de Kiev escolher aproximar-se da União Europeia.

«Dizemos à Ucrânia: vocês têm naturalmente o direito de escolher o vosso caminho. Mas, nesse caso, ver-nos-emos obrigados a aumentar os direitos aduaneiros das importações», disse Alexei Uliukaev ao diário Handelsblat, quando questionado sobre a eventual assinatura por Kiev de um acordo de associação com a UE.

Mas, a verdade é que a Ucrânia precisa de 35 mil milhões de dólares (25,4 mil milhões de euros) nos próximos dois anos e está a pedir a organização de uma conferência internacional de doadores, anunciou o ministro das Finanças interino, Iuri Kolobov.