Por: Redacção / HB | 22- 2- 2011 15: 57
Última actualização às 17:22
Muammar Khadafi garante que não irá deixar a Líbia e que morrerá no país,
que dirige há 41 anos com mão de ferro. «Não irei deixar esta terra. Morrerei como um mártir», disse Khadafi, sublinhando
que não é presidente, mas líder de uma revolução e que, por essa razão, não tem um cargo que possa abandonar.
«Se
eu fosse um presidente teria de demitir-me, mas não tenho cargo de que demitir-me», disse. «Continuo a ser o líder da revolução,
não tenho dinheiro nem palácios», assegurou, num discurso inflamado que durou uma hora e quarto, proferido desde as ruínas
do palácio bombardeado pelos norte-americanos em 1986, sob ordens do presidente Ronald Reagan. Desde esse ataque, em que foi
morta uma filha adoptiva sua, Khadafi diz viver apenas em tendas.
Para o líder, a contestação de que está a ser
alvo nas ruas do país não passa de uma tentativa de dividir a Líbia. «Os manifestantes estão ao serviço do diabo». «Eles querem
humilhar-vos. Queremos recuperar, para reagir efectivamente no terreno», apontou.
«Os jovens que se manifestam estão
drogados e se movem por dinheiro», apontou. «Não respondem a ordens de líbios, senão a gente de fora».
«Limpar
a Líbia casa a casa»
«Este é o nosso país e o país dos nossos avós», frisou, garantindo: «Não vamos a deixar
que o destruam». «Todo o líbio que pegue em armas contra a Líbia será castigado com a pena de morte», assegurou, ameaçando
ainda «limpar a Líbia casa a casa», caso os manifestantes não se rendam.
Khadafi negou ter dado ordens para reprimir
os protestos, mas que estará disposto a fazê-lo: «Não usei a força até ao momento, mas não duvidem que a usarei se for necessário».
«A partir de amanhã todos os jovens, todos os jovens líbios, devem constituir comités populares de segurança e protecção»,
apelou. «Quando era jovem eu mesmo participei em manifestações pacíficas e não partíamos nada».
O líder líbio criticou
ainda os media internacional, que acusou de estarem a distorcer a imagem do seu país. «Os jornalistas que seguem as ordens
de Bin Laden e de Al Zahawiri [lugar tenente da Al Qaeda] vão converter a Líbia em algo pior do que o Afeganistão», referiu.
«Os que acabaram com a Somália e com o Afeganistão estão quase a triunfar aqui. São o mesmo grupo de criminosos»,
disse. «Não vou permitir que a Líbia se converta em em Fallujah».
Muammar Khadafi deixou um apelo a que os seus apoiantes
saiam à rua esta quarta-feira para se manifestarem a favor do actual regime.
Recorde o dia em que José Sócrates foi a estrela do 41º aniversário da revolução líbia.
Programação - Semana de 25 de Maio a 31 de Maio
O Jardim das NotíciasAs crónicas diárias de Victor Moura-Pinto
Mais Futebolo programa desportivo mais irreverente
25ª Hora - Sexta-feiraHoje com João Pereira Coutinho