Em nenhum dos vídeos divulgados este sábado, se vê Keith Scott com uma arma na mão. Sobretudo num deles ouvem-se os repetidos apelos para que largasse a arma.

Um dos vídeos divulgados pela polícia mostra imagens captadas pela câmara de corpo de um dos agentes. O outro mostra as imagens da câmara fixa de um dos carros da polícia.

A polícia assegura que a divulgação destas imagens não constitui uma resposta às que foram conhecidas na sexta-feira. Nesse vídeo, captado pela viúva de Keith, ouvem-se também os apelos da mulher para que a polícia não disparasse, garantindo que ele não estava armado e que tinha um problema cerebral.

Kerr Putney, comandante da polícia, justificou a decisão de tornar agora as imagens públicas por ter a garantia de que isso não terá "um impacto negativo" na investigação do caso. Numa conferência de imprensa, o responsável lembrou que apesar de os vídeos não mostrarem "provas visuais definitivas e evidentes" de que Scott tinha uma arma, há outras provas na cena do crime que o atestam. A família assegura que o homem só tinha um livro na mão.

A morte de Keith Scott desencadeou intensos protestos e distúrbios na cidade. Uma pessoa morreu na sequência desses protestos.