Katie tinha 26 anos e Dalton 25. O jovem casal Prager faleceu com poucos dias de diferença da doença que os uniu e que os fez morrer separados. Ambos sofriam de fibrose quística.

Dalton foi primeiro. Katie morreu esta quinta, cinco dias depois. Ele morreu no Missouri. Ela morreu no Kentucky. Agora podem ficar juntos, como escreveu a mãe de Katie na página de Facebook criada para retratar a luta destes jovens por um transplante, por uma vida.

“Eu sei que o Dalton estava à espera dela de braços abertos”, escreveu Debbie Donovan.

 

Tinham estado juntos pela última vez em julho, quando fizeram cinco anos de casamento. Dalton já não conseguiu fazer a viagem até ao Kentucky para ver Katie uma última vez, ela que estava internada numa unidade de cuidados paliativos desde 7 de setembro. 

 

 

 

Os dois receberam transplantes de pulmão, e nos dois casos houve rejeição aos novos órgãos. Pela página de Facebook foi possível acompanhar esta batalha pela doação dos órgãos, assim como pela angariação de dinheiro para as operações e tratamentos, assim como testemunhar a força de um amor que a doença uniu e separou.

O casal conheceu-se através do Facebook, em 2009, após Katie se cruzar com um post da mãe de Dalton. Katie comentou: “Se precisares de um amigo, podes contactar-me”. Contra as indicações dos médicos, por causa das infeções, os dois conheceram-se.

A sua história ficou conhecida como o filme da vida real de “A culpa é das estrelas”. Antes de morrer, Katie disse à CNN que perderam a oportunidade de escrever um livro que se tornaria um bestseller e uma inspiração para outros casais. E Katie até já sabia como ia escrever o final:

“E viveram felizes para sempre, nos braços um do outro, para a eternidade”.