Os Duques de Cambridge cumpriram, esta quarta-feira, o seu primeiro compromisso oficial de 2017. Lado a lado, William e Kate visitaram o centro Child Bereavement, em Stratford, - que apoia crianças e famílias quando um bebé ou uma criança está a morrer, ou quando uma criança enfrenta uma perda pessoal - e partilharam histórias pessoais com mães e crianças que frequentam aquela instituição.

O príncipe, que ficou órfão de mãe em 1997, confortou uma menina, de nove anos, que perdeu o pai há seis anos, vítima de cancro pancreático, ao contar-lhe que também tinha perdido a mãe.

Sabes o que me aconteceu? Também perdi a minha mãe quando era muito novo. Eu tinha 15 anos e o meu irmão 12", contou William a Aoife, perguntando-lhe se ela falava sobre o pai: "É muito importante falares. Muito, muito importante".

Depois de falar com Aoife, o príncipe debateu com a mãe desta, Marie, a importância de falar sobre a pessoa que perderam. 

Penso que para as crianças, às vezes, é difícil perceber isso. Há familiares e amigos que a possam ajudar a si? Isso também é importante, sabe?"

Em declarações aos jornalistas, a mãe de Aoife e Keenan, de 12 anos, confessou que não queria acreditar quando viu o príncipe a falar com a filha.

Não podia acreditar quando ele começou a falar sobre a mãe. Foi muito emocional e tive de me controlar para não começar a chorar. Quase chorei", afirmou Marie, acrescentando: "Disse aos meus filhos que se eles tirarem alguma coisa deste dia é o que o príncipe disse sobre como é importante falar. As crianças não esquecem isso. Às vezes dói, mas podemos lembrar coisas felizes também. É tão importante falar".

Marie contou ainda que perdeu o pai dos filhos "muito rapidamente" depois da doença ter sido diagnosticada. Aoife tinha três anos e Keenan seis.

O meu filho queria falar sobre a perda, mas para a minha filha era muito difícil e ela não o queria fazer. Levei algum tempo a encontrar o centro, mas temos trabalhado com ele desde junho. O que eles têm feito por nós enquanto família tem sido notável. A Aoife não se queria sentar com o psicólogo sozinha, mas participa em atividades que a levam a discutir os seus sentimentos de forma mais relaxada. Isso ajudou-me também. Amanhã é o sexto aniversário da morte do meu marido. Para ser honesta, será apenas mais um dia para nós".

Também Kate louvou o trabalho que é feito na instituição e confessou que, apesar de ter uma ama que a ajuda, sente dificuldades em ser mãe.

Com a vossa história e todas as experiências que viveram, ajudar as vossas crianças ultrapassando as vossas próprias ansiedades, é de louvar… Acho mesmo que é extraordinário o trabalho que se faz aqui. Dou-vos os parabéns. Ser mãe é difícil”, admitiu.