A incógnita permaneceu dois anos, durante os quais um quarto da população foi afetada por episódios de sono repentino, com queixas de dores de cabeça, tonturas e náuseas.  

 “O meu cérebro desligou”, disse Viktor Kazachenko, citado pelo site EurasiaNet. “Dirigia a minha moto a 28 de agosto [de 2014] e de repente caí no sono”, acrescentou o morador, que só voltou a acordar a 2 de setembro.

De acordo com o EurasiaNet, após várias análises aos habitantes e testes de laboratório ao solo, água, qualidade do ar e produtos agrícolas, os cientistas descobriram a causa do problema.

O vice-primeiro-ministro do Cazaquistão, Berdibek Saparbaev, revelou que os episódios de sono devem-se à proximidade de uma mina de urânio abandonada, que leva a concentrações anormais de monóxido de carbono e hidrocarbonetos no ar.

“Depois de fazer exames em todos os habitantes, recebemos a confirmação dos laboratórios. A causa principal é o monóxido de carbono”, anunciou Saparbaev.

Segundo o The Astana Times, o diretor do Centro Nuclear do Cazaquistão, Sergey Lukashenko, explicou que o mais “interessante é que a doença do sono só se manifesta com a combinação de falta de oxigénio e excesso de monóxido de carbono e hidrocarbonetos”.

O cientista declarou ainda que a origem dessa contaminação provém de Krasnogorsk, um vilarejo perto de Kalachi, onde está localizada uma mina de urânio.

A mina está encerrada desde a queda da União Soviética e o investigador clarificou que o urânio ou outra radiação associada ao elemento não estão ligados aos episódios de sono.