O Departamento de Defesa norte-americano confirmou, esta sexta-feira, a morte de um dos principais ‘hackers’ do autoproclamado grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, no início da semana, uma informação que tinha sido publicada por ‘media’ dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do comando militar dos Estados Unidos, Patrick Ryder, confirmou a morte de Junaid Hussain, britânico de 21 anos, num ataque aéreo norte-americano lançado no início da semana em Raqqa (Síria).

Junaid Hussain era um especialista em informática e a sua principal missão era recrutar “lobos solitários” através da Internet para que realizassem ataques em nome dos ‘jihadistas’ do EI contra soldados dos EUA, dos quais lhes facultava dados pessoais.

“Tratava-se de um indivíduo muito perigoso. Tinha boa capacidade técnica e tinha manifestado um forte desejo de matar norte-americanos e recrutar outros para que fizessem o mesmo”, apontou.

“Eliminamos uma importante ameaça do campo de batalha”, realçou o porta-voz do Pentágono.


Hussain tinha antecedentes no Reino Unido, o seu país de origem, onde, em 2012, esteve preso durante seis meses por publicar a agenda de contactos do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e por prestar informação falsa em chamadas para uma linha telefónica da luta antiterrorista.