A ministra australiana dos Negócios Estrangeiros, Julie Bishop, manifestou este domingo a sua preocupação face ao aumento e à possibilidade de mais mulheres australianas se juntarem às fileiras do Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

Segundo um relatório da agência de informações da Austrália, uma adolescente e uma amiga tinham viajado para a Síria para se converterem nas primeiras mulheres australianas que se juntavam ao Estado Islâmico.

Os Serviços de Informações já tinham relatado vários casos de mulheres que acompanham os seus maridos ou namorados às zonas de conflito no Médio Oriente.

Apesar do alerta, as duas jovens, de 18 e 20 anos, partiu de Sydney sem comunicar o seu objetivo aos familiares e de forma autónoma.

Julie Bishop disse estar “profundamente preocupada” pelo aumento do número de mulheres australianas no grupo extremista, referiu o canal “9 News”.

A ministra apelou às autoridades e aos familiares para estarem mais atentos de forma a evitar que outras mulheres sigam o mesmo caminho.

“Elas parecem jovens australianas que pensam que vão à aventura, mas não é isso. Elas estão a juntar-se a uma organização terrorista que perpetra ataques brutais”, disse.

A Austrália elevou em setembro o alerta de segurança pelo risco de ataques terroristas e adotou um plano de medidas para prevenir o regresso ao país se australianos que tenham aderido ao Estado Islâmico como combatentes.

O Governo de Camberra calcula em cerca de 70 os australianos nas fileiras do Estado Islâmico e que outros 100 trabalhem ativamente na Austrália como apoio logístico e frente de recrutamento.