Dois minutos apenas para a meia-noite final! O acerto agora feito é de 30 segundos e há muito que a humanidade não estava tão perto de uma previsível catástrofe que a elimine do planeta, como uma guerra nuclear.

O relógio do Juízo Final (Doomsday Clock) foi criado em 1947, após a II Guerra Mundial, por Martyl Langsdorf, mulher do físico Alexander Langsdorf, para representar o nível de ameaça nuclear, ambiental e tecnológica para a humanidade. Nesse ano, foi acertado nas 23:53, faltando sete minutos para a meia-noite, que simboliza a hora da catástrofe. De então para cá, já foi acertado 24 vezes. A última das quais, esta quinta-feira.

"Fracasso é do presidente Trump"

O presidente do Boletim dos Cientistas Atómicos assumiu que faltam apenas dois minutos para a meia-noite, na hora do relógio do Juízo Final (Doomsday Clock). As ameaças nucleares e as alterações climáticas são as principais causas do adiantamento.

A presidente do Boletim, Rachel Bronson, adiantou assim em 30 segundos o relógio simbólico Doomsday - que quanto mais se aproxima da meia-noite, mais perto está o fim da humanidade -  e colocou a responsabilidade em Donald Trump, entre outros líderes mundiais. 

O fracasso é do presidente Trump e dos outros líderes mundiais que não sabem lidar com ameaças de guerra nuclear e com as alterações climáticas" disse o presidente do Boletim, Rachel Bronson, ao The Washington Post. 

A atualização do relógio é da responsabilidade do comité de diretores do Boletim dos Cientistas Atómicos, que integra 15 prémios Nobel, e é feita anualmente, de acordo com os acontecimentos mundiais mais importantes. 

Até agora, houve apenas um momento em que o mundo esteve tão perto do fim como hoje. Foi em 1953, em plena guerra fria quando norte-americanos e soviéticos criaram e testaram bomas de hidrogénio.