Uma magistrada foi obrigada a suspender um julgamento de um homicídio, após perceber que dois funcionários judicias se tinham envolvido fisicamente, no escritório ao lado da sala de audiências, escreve o jornal britânico «The Independente».

O incidente aconteceu num Palácio da Justiça de Genoa, em Itália. O casal pensou que estava protegido por um painel de vidro fosco, mas a juíza Anna Ivaldi conseguia ver as suas atividades enquanto decorria a audiência.

Os dois funcionários não foram identificados, até porque consta que um é casado, mas foi aberto um inquérito ao incidente.

A sessão foi interrompida quando a representante do Ministério Público, Sabrina Monteverde, estava a fazer um resumo do caso. No banco dos réus estava sentado Yassin Mahmod, acusado de ter matado um sem-abrigo há cerca de um ano.

Quando a procuradora começou a falar, a magistrada ouviu uns ruídos estranhos. Olhou em frente e reparou que estavam dois vultos despidos, na sala ao lado.

«Todos os que estavam na sala de audiências acabaram por perceber o que se estava a passar. Estavam a ter sexo», contou outro funcionário do tribunal ao «Mail Online». Após a suspensão da sessão, a magistrada falou com os funcionários, que interromperam o «serviço».

Uma fonte oficial confirmou que o julgamento «foi interrompido quando uma juíza detetou um distúrbio», mas escusou adiantar mais pormenores sobre o caso. Garantiu apenas que foi aberto um inquérito e, por isso, não é apropriado fazer mais comentários.