Por: tvi24 / SM | 8- 9- 2010 21: 47
Mais de um terço (34,6 por cento) dos espanhóis tem uma opinião desfavorável dos judeus, indica a primeira sondagem realizada
em Espanha especificamente sobre anti-semitismo, citada pela agência EFE.
O inquérito, realizado pela Casa Sefarad-Israel
durante o mês de maio, foi apresentado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Miguel Ángel Moratinos, que destacou que os
resultados demonstram que «a opinião pública espanhola não é anti-semita, nem anti-israelita».
O governo decidiu
promover este inquérito no seguimento do estudo sobre anti-semitismo divulgado pelo instituto norte-americano de sondagens
Pew Research Center em Setembro de 2008.
Este estudo da Pew assinalava que 46 por cento dos espanhóis tinham má opinião
dos judeus, à semelhança de 36 por cento dos polacos, 34 por cento dos russos, 25 por cento dos alemães e 20 por cento dos
franceses.
Depois de fazer finca-pé quanto ao compromisso do governo espanhol de combater o antis-emitismo no mundo,
Moratinos explicou que era muito importante conhecer a «realidade» da opinião pública, cuja «tolerância» e «respeito» tinham
questionado os resultados do Pew.
Se bem que o trabalho agora divulgado reflicta a existência de 34,6 por cento de
opiniões negativas sobre os judeus, a sua desagregação por religião revela um maior juízo negativo entre os muçulmanos (53,4
por cento), do que entre os protestantes (35,4 por cento) e os católicos (20,7 por cento).
A sondagem revela que
a opinião desfavorável sobre os judeus resulta da sua associação à política do governo de Israel e ao conflito do Médio Oriente,
entre israelitas e palestinianos.
Os espanhóis vêem assim os judeus como criadores de problemas no mundo, com o principal
motivo a ser o conflito com os palestinianos.
Neste sentido, a maioria dos inquiridos (41,2 por cento) entende que
Israel tem a responsabilidade principal por este conflito, contra apenas 16,3 por cento que a atribui aos palestinianos.
Após
conhecer o inquérito, a embaixada de Israel em Espanha divulgou um inquérito, em que valoriza a disponibilidade do governo
de Espanha em atacar o problema do anti-semitismo em Espanha. Não obstante, a embaixada denuncia o que considera ser «a sistemática
propaganda anti-israelita de organizações e partidos políticos sob o argumento da causa palestiniana».
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