“Talvez a palavra emoção seja curta. Foram sentimentos contraditórios: a satisfação do dever cumprido e a dor da despedida, a pena de pensar que me retiro e o orgulho enquanto pai por ver o seu filho ali”

Foi na primavera de 2013 que Juan Carlos começou a «estudar» como se poderia efetivar a possível abdicação, que ocorreu pouco mais de um ano depois. Começou a convencer-se que ia deixar de ser rei, aos poucos, mas de forma segura.

Quem sabia das suas intenções? Poucas pessoas, fora do círculo familiar. Contam-se pelos dedos das mãos: o primeiro-ministro, Mariano Rajoy; o ex-secretário-geral do PSOE Alfredo Pérez Rubalcaba e os ex-presidentes Felipe González, José Luis Rodriguez Zapatero e José Maria Aznar.