O jovem afegão de 16 anos de idade, que foi detido domingo por ter ligações ao atirador de Munique, encontrou-se com Ali David Sonboly, pouco tempo antes do tiroteio que vitimou nove pessoas na passada sexta-feira.

A investigação recorreu à aplicação de mensagens WhatsApp e encontrou conversas entre ambos. Sabe-se agora, por exemplo, que os jovens estiveram juntos pouco tempo antes de o ataque ocorrer:

Através do WhatsApp e do interrogatório ao detido, percebemos que o jovem afegão esteve pessoalmente com o atirador antes do ataque à mão-armada", disse o porta-voz do Ministério Público Thomas Steinkraus-Koch, citado pela agência Reuters.

As conversas entre ambos revelaram também que o jovem afegão, detido pelas autoridades alemãs, tinha conhecimento de que o atacante estava na posse de uma arma de fogo Glock 17.

De acordo com o Ministério Público, que está a liderar a investigação, os adolescentes conheceram-se no verão do último ano, enquanto eram submetidos a um tratamento psiquiátrico. 

As autoridades acreditam agora que o jovem detido, este domingo, sabia dos planos do atirador e não alertou a polícia. Esta é a primeira detenção feita no âmbito das investigações ao ataque de sexta-feira, que retirou a vida a nove pessoas no centro da cidade de Munique.

No entanto, de acordo com os órgãos de comunicação alemães, terá sido o jovem a ir à polícia e a contar o que sabia, depois de tomar conhecimento que o amigo levou a cabo os planos que tinha.

As autoridades acreditam ainda que este jovem de 16 anos desempenhou algum tipo de papel na mensagem de Facebook que terá sido postada para atrair pessoas ao McDonald’s, onde decorreu parte do tiroteio. 

A polícia criminal da Alemanha tem 410 pistas sobre possíveis terroristas, que poderão estar entre os migrantes refugiados. De acordo com o jornal alemão Neue Osnabruecker Zeitung as investigações foram lançadas sobre 60 casos, no entanto, não existe para já nenhum plano de ataque montado. 

Tendo em vista a continuação da migração para a Alemanha, tivemos que supor que poderiam haver membros ativos ou antigos, apoiantes ou simpatizantes de organizações terroristas ou criminosos de guerra islâmicos entre os refugiados", disse a polícia citada pelo jornal alemão.