O antigo chefe da polícia regional da Catalunha Josep Lluís Trapero, que estava em funções durante o referendo de independência de 1 de outubro, vai responder em tribunal pelos crimes de sedição e associação criminosa, indicou a justiça espanhola.

As acusações partem da magistrada da Audiência Nacional, Carmen Lamela, que indica que as mesmas acusações estão dirigidas também ao ex-diretor dos Mossos d´Esquadra Pere Soler e ao antigo secretário-geral do Ministério do Interior César Puig.

Lamela apresentou um auto de processo, passo prévio à abertura de um julgamento, em que também vai acusar, embora apenas por um delito de sedição pelo assédio, a intendente dos Mossos d’Esquadra Teresa Laplana.

A magistrada da Audiência Nacional, que comunicará o auto de processo a 16 deste mês, diz haver indícios de delito nos quatro acusados pelos factos ocorridos a 20 e 21 de setembro de 2017, defronte da Chancelaria da Economia de Barcelona, e pelo referendo ilegal de 01 de outubro.

A Trapero, Puig e Soler, a magistrada imputa um delito de organização criminal, enquanto no caso de sedição estabelece uma diferença, atribuindo a Trapero os dois delitos, e aos restantes apenas um, o ligado ao referendo.

Lamela considera que os três integravam uma organização hierarquizada “sob uma direção comum, em cuja cúpula se encontrava o presidente da Generalitat da Catalunha, Carles Puigdemont, que tinha como objetivo a realização do referendo de 1 de outubro e da declaração de independência”, a 27 do mesmo mês.