«Se a liderança não for unida, não for comprometida com uma visão de paz e democracia, não há nada que a comunidade internacional possa fazer», disse à agência Lusa em Díli o ex-Presidente timorense.

«Aqui (em Timor) houve sucesso porque houve uma parceria íntima entre a liderança timorense, que se voltou a unir, e a ONU. Outras situações como a República Centro Africana ou o Sudão do Sul, onde há o colapso total da liderança, o colapso do Estado, a força de paz não conseguiu resolver a situação», afirmou.




«Estou em Díli porque (...) quis pedir as opiniões do Presidente da República, do primeiro-ministro e de outros líderes em Timor-Leste sobre o futuro do sistema das Nações Unidas», afirmou Rudd em declarações à Lusa.

«A comunidade internacional tem muito a aprender com as experiências aqui em Díli que na última década teve experiência direta de manutenção de paz, de eleições supervisionadas pela ONU, e da ação das agências de desenvolvimento da ONU. Precisamos de ouvir sobre essas experiências e vamos pedir ao governo timorense que dê a sua opinião sobre o futuro do sistema», explicou.




«Tem que haver melhor coordenação entre o componente político e de segurança e instituições como Banco Mundial, a UE e os doadores, para que as coisas andem lado a lado», disse.


«Não há corta-mato para resolver questões de construção de Estado. Tem que haver compromissos a longo prazo. Não há programas de seis meses ou um ano. É necessário um compromisso de uma ou duas décadas», concluiu.