Um jornalista freelancer de 49 anos foi morto a tiro pelo exército birmanês no dia 4 de outubro, depois de alegadamente roubar a arma a um soldado e tentar fugir à detenção militar.

Aung Naing cobria os confrontos no estado de Mon, perto da fronteira entre a Tailândia e a Birmânia, no final de setembro, quando as forças armadas o detiveram sob a acusação de colaborar com um grupo armado na área.

A sua família e amigos negam as acusações, assim como vários ativistas que defendem que a sua morte foi uma clara violação dos direitos humanos.

No próximo domingo é esperado um protesto em Rangum, com cerca de 200 pessoas de grupos ativistas, organizações de jornalistas e da 88 Generation Peace and Open Society.   

A manifestação tem como objetivo lutar por uma  investigação transparente do caso, pela entrega do corpo à família para um funeral adequado, pela proteção dos jornalistas, e ainda por uma democracia plena, sem ações opressivas por parte das forças armadas.

O exército birmanês tem lutado contra grupos armados no leste, norte, e sudeste  do país , apesar dos esforços para pôr fim às seis décadas de conflito.

Recentes confrontos reportados nos estados de Karen, Shan, e Kachin podem comprometer o acordo de cessar-fogo planeado para o final do ano.