Amal Clooney, a advogada britânica, de origem libanesa, enviou uma carta ao presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, para tentar conseguir a libertação do jornalista da Al Jazeera Mohamed Fahmi, preso desde dezembro de 2013.

«Caro presidente al-Sisi, escrevo-lhe como representante do senhor Mohamed Fahmi, o jornalista que está preso no Egito desde dezembro de 2013. Repito-lhe o pedido a libertação imediata do meu cliente. Uma vez que esta ainda não ocorreu, escrevo-lhe a solicitar uma reunião com a maior brevidade possível consigo ou com os funcionários que designe para tratar da situação», escreveu a mulher de George Clooney numa carta com a data de dia 6 de fevereiro e a que o jornal espanhol «El Mundo» teve acesso.


Mohamed Fahmi escolheu Amal Clooney como advogada depois de criticar o apoio jurídico que lhe estava a ser dado pela cadeia de televisão Al Jazeera durante o primeiro julgamento, no qual foi condenado a sete anos de prisão por colaboração com a Irmandade Muçulmana.

No sábado soube-se que este julgamento - no qual o jornalista egípcio Baher Mohamed, também da Al Jazeera, foi condenado a 10 anos de prisão - começará a ser repetido na quinta-feira, após ter sido anulado em janeiro.