A próxima edição do encontro internacional de jovens da Igreja Católica em 2016 será em Cracóvia, na Polônia, país natal do Papa João Paulo II, anunciou neste domingo o papa Francisco durante a Missa de Envio na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

É a segunda vez que a Jornada Mundial da Juventude acontecerá na Polónia. Em 1991, a cidade de Czestochowa já havia sediado o evento religioso, na primeira reunião de João Paulo II com milhares de jovens no país do Leste Europeu.

«Queridos jovens, temos encontro marcado na próxima Jornada Mundial da Juventude no ano de 2016 em Cracóvia, na Polónia», anunciou o Papa.

O Brasil, país com a maior comunidade católica do mundo, recebeu pela primeira vez milhares de peregrinos no Rio de Janeiro neste ano para a JMJ, que tem o lema «Ide e fazei discípulos entre todas as nações».

A JMJ anterior, em 2011, foi em Madrid, em Espanha, com o Papa Bento XVI. O evento já passou por vários outros países, como Argentina, Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Filipinas e Polónia.

O encontro internacional de jovens tem edições anuais nas dioceses (região administrativa da Igreja), no Domingo de Ramos, mas um grande evento religioso mundial, que sempre traz um lema, é realizado em intervalos que variam de dois a três anos.

O papa João Paulo II anunciou a instituição da JMJ em 1985, ano em que a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou como Ano Internacional da Juventude. Em março, houve um encontro internacional de jovens no Vaticano.

Missa para três milhões

O Papa Francisco celebrou a missa de encerramento das Jornadas Mundiais da Juventude perante uma enorme multidão na praia de Copacabana, sublinhando que «o Evangelho é por todos e para todos».

O Papa apelou aos jovens católicos que revelem «sem medo» a sua fé além-fronteiras e assegurou que o «Evangelho é para todos» e não unicamente para os crentes.

Falando diante de uma multidão de três milhões de pessoas reunidas na mítica praia de Copacabana, o Papa Franscisco insistiu: «Não há fronteiras, nem limites. Jesus abraça-nos a todos, não somente aos que são mais próximos, recetivos e crentes».

Durante a missa, os peregrinos desfraldaram uma enorme bandeira com a imagem do Papa Francisco, que, apesar dos seus 76 anos, se tem mostrado bastante enérgico e caloroso com os fiéis nesta digressão por terras brasileiras.

Entre as pessoas que assistiram à missa em Copacabana estavam os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, Argentina, Cristina Kirchner, e da Bolívia, Evo Morales.

«O Evangelho é por todos e para todos. Há que levar Cristo a todo o lado, mesmo a quem esteja mais distante e indiferente. O Senhor está à procura de todos, Ele quer que todos sintam o calor da sua misericórdia», afirmou o Papa Francisco, que tem feito da misericórdia a palavra mote do seu pontificado.

As XXVIII Jornadas da Juventude têm sido marcadas pelo apelo de que a Igreja Católica «precisa de todos» os jovens, do seu «entusiasmo, criatividade e alegria de viver».

O papa Francisco citou um jesuíta espanhol morto no Brasil, José de Anchieta (1534-1597), que partiu em missão quando tinha apenas 19 anos, para dizer que o «melhor instrumento de evangelização dos jovens é outro jovem».

O papa deverá revelar mais tarde a cidade que irá acolher as próximas Jornadas Mundiais da Juventude, antes de regressar ao Vaticano.