Um polícia jordano disparou e matou dois norte-americanos e um sul-africano, esta segunda-feira, num campo de treino em Muaqar, arredores de Amã, capital da Jordânia, avança a Reuters, que cita Mohammad Momani, porta-voz do Governo. Há ainda seis pessoas feridas.

Inicialmente, forças de segurança tinham avançado que após o ataque, o polícia se tinha suicidado. No entanto, Mohammad Momani rejeitou essa versão e garantiu à Reuters que o atirador tinha sido abatido pelas autoridades.

Tudo aconteceu em instalações construídas pelos Estados Unidos, que servem como campo de treino para forças de segurança iraquianas e palestinianas. 

Uma fonte militar, que pediu anonimato, afirmou à Reuters que o polícia disparou, sem parar, dentro do campo de treino e atingiu as vítimas.

Entre os seis feridos, há mais duas pessoas de nacionalidade norte-americana, sendo que uma está em estado muito grave.

A Jordânia, um dos países aliados dos Estados Unidos, na coligação liderada Washington e que pretende o fim do Estado Islâmico, faz fronteira com a Síria e o Iraque.

O país acolhe centenas de campos de treino construídos e financiados pelos Estados Unidos, que fazem parte de um programa que visa reforçar as capacidades de defesa do país, mas que autoriza o uso de posições estratégicas, no seu território, para a luta contra os extremistas.

No entanto, nem todos concordam com o caminho escolhido, escreve a Reuters. Muitos jordanos temem que este apoio cause instabilidade nas suas fronteiras e torne o próprio país um alvo do Estado Islâmico.