O governo da Jordânia aprovou, esta segunda-feira, um projeto para a construção da «primeira fase» de um canal que permitirá desviar água do mar Vermelho para o mar Morto, que está sob ameaça de seca, e que vai fornecer ao reino água dessalinizada.

«O governo aprovou este projeto depois de anos de estudos técnicos, políticos, económicos e geológicos», declarou o primeiro-ministro jordano, em conferência de imprensa em Amã.

Abdallah Nsour explicou que o projeto, estimado em 980 milhões de dólares (cerca de 735 milhões de euros) permitirá fornecer à Jordânia 100 milhões de metros cúbicos de água por ano.

O projeto prevê a extração de água do mar Vermelho a partir do golfo de Aqaba (no sul da Jordânia) que será depois dessalinizada numa estação de tratamento próxima do local.

«A água dessalinizada alimentará a cidade de Aqaba, enquanto a água salgada será bombeada para o mar Morto», explicou Nsour, citado pela agência AFP.

De acordo com dados oficiais israelitas, o nível da água do mar Morto baixa cerca de um metro por ano devido à exploração intensiva de águas pela Jordânia, bem como da presença de numerosas bacias de evaporação, utilizadas para extração de minerais.

Números oficiais disponibilizados pelo governo jordano indicam que cerca de 92% do território é desértico e necessita de 1,6 mil milhões de metros cúbicos de água até 2015 para satisfazer as necessidades de uma população de 6,8 milhões de habitantes, que regista um aumento anual de 3,5%.