A marca de produtos de higiene e cosméticos Johnson e Johnson foi condenada a pagar quase 50 milhões de euros (55 milhões de dólares) a uma mulher que foi diagnosticada com cancro dos ovários após usar o talco para bebé da marca durante décadas.

Um tribunal do Missouri, nos Estados Unidos, deu razão a Gloria Ristesund, que interpôs a ação contra a Johnson, em que argumentou que o uso do pó de talco da marca durante décadas, nos órgãos genitais, levou-a a contrair cancro.

Em consequência, Gloria Ristesund foi sujeita a cirurgia e vários tratamentos para controlar a doença. A advogada que a representa disse à Reuters que a cliente ficou satisfeita com o veredicto.

Por seu turno, Carol Goodrich, que representa a marca, já anunciou que vai recorrer da decisão que contraria 30 anos de pesquisas por produtos de higiene seguros para a saúde.

Esta decisão teve uma repercussão direta nas ações da empresa na bolsa.

Para além do caso de Gloria Ristesund, a Johnson enfrenta mais 1.200 processos relacionados com o risco de cancro alegadamente potenciado pelos seus produtos, de acordo com a Reuters. Jackie Fox que morreu em 2015, com 62 anos, vítima de cancro, também usou o produto da marca. A mulher encetou uma luta contra a empresa farmacêutica por não alertar os consumidores para a possibilidade de cancro. Com a morte da mulher, foi o filho a continuar com o caso na justiça.