O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, apelou aos dirigentes de Pequim para que libertem imediatamente cinco ativistas que foram detidas antes do Dia Internacional da Mulher.

As detenções ocorreram no que pareceu ser um esforço do governo chinês para anular protestos públicos associados ao feriado de 08 de março.

Li Tingting, uma jovem ativista conhecida por promover iniciativas de protesto em casas de banho masculinas públicas para reclamar estas instalações para as mulheres, foi levada de sua casa, em Pequim, no dia 07 de março, de acordo com a sua advogada.

«Todos e cada um de nós tem o direito de se exprimir contra o assédio sexual e muitas outras injustiças que milhões de mulheres e raparigas sofrem em todo o mundo em todos os dias», afirmou Kerry, em comunicado.

«Apoiamos fortemente os esforços dessas ativistas para conseguirem progressos nessas questões e acreditamos que as autoridades chinesas deviam apoiá-las, não silenciá-las», acentuou.

Li organizou protestos em Pequim e na metrópole de Guangzhou, no sul da China, há três anos, durante os quais ela e outras mulheres «ocuparam» lavabos masculinos. Com frequência, Li exige a igualdade de género.

Outra ativista chinesa adiantou que Li estava a preparar uma ação de protesto contra o assédio sexual às mulheres nos transportes públicos, antes de ser detida.

Outra ativista, Zheng Churan, também foi retirada da sua casa, em Guangzhou.

As outras três mulheres detidas chamam-se Wu Rongrong, Wei Tingting e Wang Man.