Os chefes da diplomacia dos Estados Unidos e Cuba, John Kerry e Bruno Rodriguez, respetivamente, reuniram-se, esta noite, na Cidade do Panamá, na véspera da Cimeira das Américas, protagonizando um encontro histórico.

O Departamento de Estado norte-americano publicou, na sua conta na rede social Twitter, uma fotografia mostrando um aperto de mão entre o secretário norte-americano e o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, no primeiro encontro entre chefes da diplomacia de ambas as nações em mais de meio século.

 
Segundo fontes diplomáticas norte-americanas, a última reunião entre chefes da diplomacia dos Estados Unidos e Cuba remonta a setembro de 1958.

Uma «nova era» nas relações diplomáticas com a Venezuela

O Presidente Nicolás Maduro saudou hoje o seu homólogo norte-americano pela «retificação parcial» do decreto que declarava a Venezuela «uma ameaça inusitada» para os Estados Unidos, sublinhando que Caracas está pronta para uma «nova era» nas relações diplomáticas.

«A Venezuela está preparada e pronta para iniciar uma nova era nas relações com o Governo dos Estados Unidos», disse Nicolás Maduro em Caracas, durante uma cerimónia no palácio presidencial de Miraflores, em que recebeu as caixas com 13.447.651 de assinaturas de venezuelanos pedindo a Barack Obama para revogar o polémico decreto.

Nicolás Maduro questionou Barack Obama e pediu-lhe uma resposta sobre o que o levou a assinar tal decreto, frisando que se houver resposta «será possível abrir novos caminhos de paz para a diplomacia da verdade» e que as mais recentes declarações do Presidente norte-americano são uma vitória dos venezuelanos que «vale muito e nunca tinha acontecido na história».

Amnistia pede que sejam discutidos direitos humanos na Cimeira

A Amnistia Internacional (AI) pediu hoje aos líderes que participam na VII Cimeira das Américas que abordem os problemas relacionados com os direitos humanos nos seus países.

«As profundas desigualdades sociais e económicas, a violência perpetrada por redes criminosas e forças de segurança, assim como a constante repressão de ativistas defensores de direitos humanos continuam a ser um flagelo nas Américas», afirmou a organização numa carta aberta emitida a partir da sua sede em Londres.


Antes do arranque da cimeira, que se inicia hoje no Panamá e que vai juntar líderes de 35 países do continente sob o lema «Prosperidade com equidade», a Amnistia alertou que os direitos humanos têm sido «pisados» repetidamente na região.