John Cantlie, raptado em 2012, volta a protagonizar um vídeo aparentemente difundido pelo Estado Islâmico, e onde faz supostamente a defesa do grupo islâmico. Intitulado «From Inside Aleppo» (No Interior de Aleppo), critica o ocidente e os países aliados dos Estados Unidos. É o sétimo vídeo no qual o jornalista britânico aparece.

No vídeo, divulgado na Internet, Cantlie mostra partes da cidade síria, denunciando que a destruição desses locais é da responsabilidade do Presidente sírio Bashar al-Assad e dos ataques aéreos feitos por parte dos países aliados dos Estados Unidos.

Sem barba e aparentemente bem tratado, o jornalista parece estar a fazer um comum trabalho de reportagem, mas os media não podem afirmar a sua independência, refere a Reuters. Cantlie refere que é o «último» da série - de reportagens ou de propaganda? O seu último trabalho? Não se sabe. Tal como não se sabe se ele acredita ou não naquilo que diz, já que o colega com ele raptado foi morto. 

O jornalista explica que a lei islâmica  «tem 1400 anos e que, portanto, não pode ser alterada».

O refém também entrevista um jihadista não identificado, que declara que os ataques ao jornal «Charlie Hebdo» e a um supermercado judeu, em Paris, os «fizeram muito felizes».

Em novembro de 2012, John Cantlie e o jornalista norte-americano James Foley foram raptados na Síria. No verão seguinte, o Estado Islâmico publicou na Internet a decapitação de Foley. Foi o primeiro de vários vídeos divulgados pelo grupo.

Cantlie é a cara da série «Lend Me Your Ears» (Emprestem-me os vossos ouvidos), que revela a «verdade por detrás dos sistemas e motivações do Estado Islâmico».