Um empregado de bar do Ohio foi acusado de planear o homicídio do presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, o republicano John Boehner, cliente frequente do clube de golfe no qual o indivíduo trabalhava, informou a imprensa local.

Michael Hoyt, de 44 anos, contactou as autoridades em outubro passado ameaçando matar Boehner, por considerar que ele tinha sido culpado do seu despedimento do Wetherington Golf & Country Club de Cincinnati (Ohio).

Hoyt, que sofria perturbações mentais há dois anos, alegou também que ouvia vozes que lhe diziam que Boehner era o diabo, e culpava-o do surto do Ébola na África Ocidental, segundo a queixa interposta no tribunal federal de Cincinnati.

«Se tivesse tido alguma intenção de atacar Boehner, podia ter-lhe posto veneno no vinho em Wetherington muitas, muitas vezes», escreveu Hoyt à mulher do congressista, Debbie, numa mensagem de correio eletrónico, segundo a denúncia.

Um grande júri decidiu acusar o indivíduo na semana passada, mas o caso só foi noticiado na terça-feira na imprensa de Ohio.

«Boehner está a par da situação e agradece sinceramente ao FBI, à Polícia do Capitólio e às autoridades do Ohio pelo seu trabalho», disse o porta-voz do republicano, Michael Steel, em comunicado.

Hoyt tinha uma pistola semiautomática em casa com a qual, segundo as suas ameaças, pretendia assassinar Boehner.

Segundo a CNN, Hoyt acedeu voluntariamente a submeter-se a uma avaliação psiquiátrica.